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Brandbook: o que é e o que deve conter

Entenda para que serve um brandbook, quais seções ele precisa ter e como montar um manual de marca enxuto, mesmo trabalhando sozinho.

Entenda para que serve um brandbook, quais seções ele precisa ter e como montar um manual de marca enxuto, mesmo trabalhando sozinho.

Brandbook, também chamado de manual de marca, é o documento que organiza as decisões sobre como a marca se apresenta. Ele existe para que qualquer pessoa que trabalhe com a marca, seja um designer, um redator ou um fornecedor, use os mesmos critérios.

Há uma ideia equivocada de que brandbook é coisa de grande empresa. Na prática, ele é útil justamente quando a operação é pequena, porque reduz retrabalho e evita que cada peça seja uma decisão nova.

O que um brandbook costuma reunir

Segundo o guia de brand book da Neil Patel Brasil, os elementos mais comuns são paleta de cores e a prioridade entre elas, tipografia, orientação de fotografia, detalhes de aplicação do logotipo, banco de imagens, padronização de layouts, história da empresa, buyer persona, cultura organizacional, missão, visão e valores, pilares de comunicação, código de conduta e tom de voz.

Esse conjunto é amplo, e nem todo projeto precisa de todas as seções. A pergunta útil não é “o que devo incluir?”, e sim “que decisão este documento precisa proteger?”

Comece pelo que mais causa ruído

Para a maioria dos negócios pequenos, o núcleo de um brandbook enxuto é formado por quatro partes: logotipo com seus usos corretos e incorretos, paleta de cores com códigos específicos, tipografia com hierarquia e uso, e tom de voz com exemplos do que a marca diz e do que não diz.

Essas quatro partes resolvem a maior parte dos problemas do dia a dia, porque são justamente as decisões que se repetem em cada post, cartão de visita ou apresentação.

Inclua o que orienta a decisão

Além das partes visuais, um brandbook útil registra missão, valores e pilares de comunicação. Quando eles estão escritos, as decisões de conteúdo e de design ficam mais fáceis de justificar. Sem isso, o manual vira só uma coleção de cores bonitas.

Evite o manual de gaveta

Um brandbook que não é consultado não serve. Para quem trabalha sozinho, a melhor forma de manter o documento vivo é usá-lo em cada peça nova e atualizá-lo só quando uma decisão realmente mudar. Atualizar a cada semana é desgaste sem benefício. (Opinião do estúdio.)

Exemplos que valem a pena estudar

Grandes marcas publicam brandbooks que ficaram conhecidos, como os de Uber, Spotify, Dropbox e Mailchimp. Eles são úteis como referência de estrutura, mas não devem ser copiados sem adaptação. Um manual de uma empresa com centenas de funcionários precisa de um nível de detalhe que uma operação individual não precisa.

Sugestão de link interno

  • Post existente sobre identidade visual (confirme se o título existe no site).
  • Post existente sobre tom de voz (confirme se o título existe no site).

Perguntas frequentes

Brandbook e guia de estilo são a mesma coisa?
Não exatamente. O brandbook trata da marca como um todo, incluindo valores e posicionamento. O guia de estilo costuma ser mais focado em regras visuais e de escrita.

Preciso de um brandbook se sou autônomo?
Não é obrigatório, mas um documento simples costuma economizar tempo, principalmente quando você precisa explicar sua identidade para clientes ou para quem vai produzir conteúdo com você.

Quantas páginas um brandbook deve ter?
Não existe um número ideal. Um bom manual enxuto pode ter poucas páginas, desde que responda às decisões que se repetem. (Opinião do estúdio.)

Fontes